Coordinadores:

Mariana Mussetta

Universidad Nacional de Villa María, Argentina

Máximo Daniel Lamela Adó

Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil

 

Presentación:

Se parte de la reciente aparición de ciertas textualidades que constituyen una problematización de las formas fosilizadas de escribir en el ámbito académico, de la noción misma de academicidad como rasgo textual naturalizado y, asimismo, del monopolio lingüístico aún imperante sobre otras formas de expresión. Estas escrituras comparten el hecho de subvertir de manera estratégica las convenciones genéricas hegemónicas, y al hacerlo pueden volverse meta-reflexivas, en tanto textos ostensiblemente autoconscientes; icónicas, ya que a menudo toman la forma de aquello sobre lo que versan; performativas, dado que en ocasiones el texto no solo dice sino que emula al mismo tiempo aquello que dice; y multimodales, debido a que suelen desplazar la supremacía de las palabras y se constituyen en la combinación de recursos semióticos diversos. Desde esta perspectiva, tales escrituras hacen foco en la presencia visible del proceso en el texto, ponen de relieve la voz de quien investiga-escribe-comunica, y se afirman en el potencial de las operaciones de resemiotización.

En las tensiones entre centro y periferia, el carácter disruptivo de estos textos tiende a situarlos en los márgenes de la academia (por ejemplo, en secciones especiales en las publicaciones periódicas, a menudo fuera del alcance del sistema de referato), o bien se los asocia exclusivamente con la exploración artístico-poética. No obstante, presentan una riqueza tal en su multiplicidad de cruces con otros campos que ponen en evidencia el gran potencial creativo, epistémico y heurístico de la forma, a la manera oulipiana, en un arco que incluye desde un mero paso metodológico hasta el mismo producto discursivo en sí con pretensión de circular en entornos académicos. Esto permite, a su vez, interrogarse sobre los procesos de la recepción y (des)legitimación de estos textos abiertamente híbridos y aparentemente atípicos. El alcance de tales propuestas textuales, hoy con escaso acceso a los círculos académicos hegemónicos, pero en notable crecimiento, apenas comienza a ser explorado, así como las implicancias de promoverlas. Este monográfico apunta a realizar un aporte en este sentido.

 

Descriptores:

Se admitirán artículos en inglés, en portugués y en español. Se convoca al envío de trabajos que aborden este tipo de escrituras emergentes en la comunicación e indagación académico-científica, en especial las producidas en las últimas dos décadas, en relación (a modo orientativo) con los siguientes ejes:

  • El texto académico como dispositivo/artefacto semiótico.
  • La materialidad de la escritura y sus soportes.
  • Experimentación gráfica y tipográfica.
  • Cruces entre escritura académica y literatura, diseño, arte, entre otros elementos.
  • La construcción de la figura de/la escritor/a-diseñador/a-creador/a en el texto.
  • Recepción, (des)legitimación y circulación de este tipo de textos.
  • Mecanismos textuales performativos, donde la experimentación formal replica o emula la dimensión temática.
  • Recursos metadiscursivos atípicos en relación a la visualización o foregrounding del proceso de investigación y de escritura en el mismo texto, en especial en la cancelación de la ilusión de “producto terminado”.
  • Híbridos genéricos en la academia: la introducción de discursos y registros ajenos al científico-académico (discursos poéticos o ficcionales, escrituras del yo, el cómic, etcétera).
  • Refuncionalización de convenciones paratextuales e inclusión de elementos genéricos atípicos (figuras sin título, profusión de hipervínculos, recursos gráficos para separar secciones).
  • Escritura textovisual/ multimodal/ intermedial.
  • Movimientos escriturales transcreadores: juegos de traducción intersemiótica como operatoria de pensamiento.

 

Referencias bibliográficas

Lamela Adó, M. D., & Mussetta, M. (2020). Apropiación transgresiva y multimodalidad en la investigación académica: propuestas de escrilectura. Revista Teias, 21 (63), 265-281.

Molinari, J. (2022). What Makes Writing Academic. Rethinking Theory for Practice. London: Bloomsbury Academic.

Mussetta, M., Lamela Adó, M. D., & Peixoto, B. L. (2021). La escritura académica fuera de sí: la multimodalidad como potencia expansiva. Revista Educação e Cultura Contemporânea, 18 (54), 382-400.

Sousanis, N. (2015). Unflattening. Cambridge, USA: Harvard University Press.

 

Idioma: Se aceptarán artículos en inglés, portugués y español.

 

Fechas:

  1. Convocatoria del Call For Papers: 15 de junio de 2022
  2. Cierre del Call For Papers: 15 de septiembre de 2022
  3. Artículo seleccionado para su publicación: 15 de noviembre de 2022
  4. Artículo publicado: 15 de enero de 2023

 

 

CHAMADA Vol. 7 No. 1 (2023): Janeiro.

Dossiê temático: Escrituras acadêmicas divergentes: discursos fronteiriços entre arte, ficção e ciência.

 

Coordenadores:

Mariana Mussetta

Universidad Nacional de Villa María, Argentina

Máximo Daniel Lamela Adó

Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil

 

Apresentação:

No contexto das reflexões de Lamela Adó e Mussetta (2020); Molinari (2022); Mussetta, Lamela Adó e Peixoto (2021); e Sousanis (2015), entre outros, sublinhamos o recente surgimento de certas textualidades que constituem uma problematização das formas fossilizadas de escrita na academia, da própria noção de academicismo como uma característica textual naturalizada, e do monopólio linguístico que ainda prevalece sobre outras formas de expressão.

Essas escrituras compartilham o fato de subverterem estrategicamente as convenções genéricas hegemônicas, e ao fazê-lo podem tornar-se meta-reflexivas, como textos ostensivamente autoconscientes; icônicas, pois muitas vezes tomam a forma daquilo que tratam; performativas, dado que em ocasiões o texto não apenas diz, mas emula ao mesmo tempo o que diz; e multimodais, devido a que frequentemente deslocam a supremacia das palavras e se constituem na combinação de diversos recursos semióticos. Nesta perspectiva, concentram-se na presença visível do processo no texto, destacam a voz de quem pesquisa-escreve-comunica, e se afirmam no potencial das operações de ressemiotização.

Nas tensões entre centro e periferia, o caráter disruptivo desses textos tende a colocá-los à margem da academia (por exemplo, em seções especiais de periódicos, muitas vezes fora do alcance do referenciamento), ou então, são associados exclusivamente à exploração artístico-poética. Entretanto, apresentam tal riqueza em sua multiplicidade de cruzamentos com outros campos que colocam em evidência o grande potencial criador, epistêmico e heurístico da forma, à maneira oulipiana, em um arco que inclui desde um mero passo metodológico até o próprio produto discursivo com a intenção de circular nos ambientes acadêmicos.
Isso, por sua vez, permite-nos questionar os processos de recepção e (des)legitimação desses textos abertamente híbridos e aparentemente atípicos. O alcance de tais propostas textuais, que hoje têm pouco acesso aos círculos acadêmicos hegemônicos, mas em considerável crescimento, está apenas começando a ser explorado, assim como as implicações de promovê-las; este dossiê temático visa contribuir nesse sentido.

 

Diretrizes:

Convida-se ao envio de trabalhos que abordem este tipo de escrita emergente na comunicação e pesquisa acadêmico-científica, especialmente aqueles produzidos nas últimas duas décadas, em relação (como diretriz) com:

  • o texto acadêmico como um dispositivo/artefato semiótico
  • a materialidade da escrita e seus suportes
  • a experimentação gráfica e tipográfica
  • o cruzamento entre escrita acadêmica e literatura, design, arte, entre outros
  • a construção da figura do/da escritor/a-designer-criador/a no texto
  • a recepção, (des)legitimação e circulação destes textos
  • os mecanismos textuais performativos, onde a experimentação formal reproduz ou emula a dimensão temática
  • os recursos meta-discursivos atípicos em relação à visualização ou foregrounding do processo de pesquisa e escrita no mesmo texto, especialmente na obliteração da ilusão do "produto acabado".
  • os híbridos genéricos na academia: a introdução de discursos e registros alheios ao acadêmico-científico (discursos poéticos ou ficcionais, escrituras do eu, quadrinhos etc.)
  • a refuncionalização de convenções paratextuais e inclusão de elementos genéricos atípicos (figuras sem título, profusão de hiperlinks, recursos gráficos para separar seções)
  • a escritura textovisual/multimodal/intermídia
  • os movimentos escriturais transcriadores: jogos de tradução intersemiótica como operação de pensamento.

 

Referências bibliográficas

Lamela Adó, M. D., & Mussetta, M. (2020). Apropiación transgresiva y multimodalidad en la investigación académica: propuestas de escrilectura. Revista Teias, 21 (63), 265-281.

Molinari, J. (2022). What Makes Writing Academic. Rethinking Theory for Practice. London: Bloomsbury Academic.

Mussetta, M., Lamela Adó, M. D., & Peixoto, B. L. (2021). La escritura académica fuera de sí: la multimodalidad como potencia expansiva. Revista Educação e Cultura Contemporânea, 18 (54), 382-400.

Sousanis, N. (2015). Unflattening. Cambridge, USA: Harvard University Press.

 

Idioma: Os artigos serão aceitos em inglês, português e espanhol.

 

Datas:

  1. Prazo estimado para o envío de trabalhos: setembro de 2022

  2. Data de publicação estimada: janeiro/fevereiro de 2023